
Michael Moore pra muita gente não é um documentarista. Seus filmes não são documentários. Pra muitos, não é considerado nem mesmo um grande cineasta - mas deve ser bom ser odiado assim e ainda ter um Oscar e uma Palma de Ouro decorando a estante. Eu pessoalmente acho o cara muito bom.
Há poucos dias ele lançou um novo filme, só na internet, chamado "Slacker Uprising" (Levante dos Preguiçosos, em tradução livre). Não é exatamente um filme "de carreira", como o brilhante "Sicko" lançado no ano passado. É basicamente o registro de uma turnê de eventos que ele fez em 2004 em diversas universidades americanas para tentar convencer os jovens a votar (o voto lá não é obrigatório) e derrotar o George Bush nas eleições que se seguiriam. Ou seja, é basicamente 90 minutos de comícios e discursos inflamados de Michael Moore, de seus amigos artistas (Eddie Vedder, Tom Morello, Viggo Mortensen, Rosie O'Donnel, entre outros) e de parentes de militares mortos chorando.
Pra nós, não americanos, o filme é um saco. Não tem as piadinhas tradicionais, não tem entrevistas bombásticas, nem tece nenhuma teoria conspiratória. É basicamente uma ode ao Michael Moore: o político, o agitador, o rockstar.
Em 2004, a turnê falhou no seu objetivo principal: o Bush ganhou. Agora ele requenta a mesma turnê pra ver se dá uma ajudinha pro Obama na reta final da eleição. Pelo andar da carruagem, dessa vez vai dar certo - mais pelo conjunto da obra do que por causa desse vídeo meio sem graça.
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